Amazonas — A menos de dez dias das eleições que irão definir a nova diretoria da Associação das Praças da Polícia e Bombeiros Militar do Amazonas (APPBMAM), o clima entre as chapas concorrentes se intensificou após a circulação de informações em veículos de comunicação sobre vínculos profissionais de familiares de atuais dirigentes da associação.
Nos últimos dias, veio a público a informação de que Mirlane de Souza Mota, esposa do atual presidente da associação, sargento Igo Silva, possui vínculo por meio de cargo comissionado no gabinete da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM). De acordo com registros públicos, a nomeação existe desde 2014, voltando a ser mencionada apenas agora, às vésperas do processo eleitoral da entidade.
Naquele mesmo período, durante a gestão do governo estadual da época, a Polícia Militar do Amazonas enfrentava um cenário de forte mobilização da tropa, com manifestações e reivindicações por melhorias nas condições de trabalho e valorização da categoria. Entre os policiais que protagonizaram aquele momento estava o próprio sargento Igo Silva, que chegou a se posicionar publicamente em confronto com o governo estadual.
Mesmo diante desse contexto, o vínculo funcional de sua esposa permaneceu ativo ao longo dos anos, sem que haja registro de irregularidade administrativa.
Cabe destacar que o sargento Igo Silva não integra nenhuma das chapas que disputam a eleição deste ano na APPBMAM e também não participa do processo eleitoral como candidato, estando fora da atual disputa pela presidência da entidade.
Situação semelhante também ocorre na chapa adversária
Outro ponto que passou a circular nos bastidores da corporação envolve Sheley Karita Costa Castro, esposa do sargento Victor Castro, candidato à presidência da APPBMAM pela chapa 2.
De acordo com informações públicas, ela também ocupa cargo comissionado, desta vez no gabinete do vereador Sargento Salazar, parlamentar que tem declarado apoio político à candidatura de Victor Castro na disputa pela presidência da entidade.
Apesar dessa situação semelhante entre os dois lados da disputa, representantes da chapa 1 afirmam que não compactuam com a exposição de familiares em meio ao processo eleitoral, defendendo que o debate deve se concentrar em propostas e na defesa dos interesses da categoria.
Debate político não deveria atingir familiares
Para observadores do processo eleitoral dentro da corporação, o episódio evidencia o nível de tensão que antecede a eleição deste ano, considerada uma das mais disputadas da história recente da associação.
Ao mesmo tempo, cresce entre policiais e bombeiros militares o entendimento de que familiares dos candidatos não deveriam ser expostos ou envolvidos no embate político, especialmente quando não possuem participação direta na disputa.
A situação ganha ainda mais repercussão por ocorrer no mês dedicado às mulheres, período marcado por reflexões sobre respeito, valorização e reconhecimento da força feminina na sociedade.
Eleição acontece no dia 28 de março
A eleição que definirá a nova diretoria da APPBMAM está marcada para o próximo dia 28 de março e deve mobilizar policiais e bombeiros militares de diversas regiões do estado.
Mais do que a escolha de uma nova gestão, o pleito é visto dentro da corporação como um momento decisivo para o futuro da entidade e para os rumos da representatividade da categoria nos próximos anos.
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